<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806</atom:id><lastBuildDate>Wed, 16 Dec 2009 17:00:19 +0000</lastBuildDate><title>madrigais</title><description>comentários desnecessários e de mau gosto evidente a telas de todos os padrões.</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>101</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-7368439060351258226</guid><pubDate>Wed, 02 Dec 2009 23:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-03T04:01:55.166-08:00</atom:updated><title>A Madona</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sxb0Ky870FI/AAAAAAAAAtY/7q3oRd7NTxQ/s1600-h/edvardmunchmadonna.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410780468645449810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sxb0Ky870FI/AAAAAAAAAtY/7q3oRd7NTxQ/s400/edvardmunchmadonna.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edward Munch&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;vou lembrar-me sempre de ti desta maneira, mais vestido, menos vestido. mesmo quando fores velhinha e os jardins de santana forem já somente uma recordação. nessa altura terás que arranjar outro nome, como Genoveva, Ermengarda, ou Maria da Purificação, um desses nomes pavorosos que têm sempre as avozinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vou lembrar-me sempre de ti desta maneira, mais vestido, menos vestido. a descer a rua das pretas numa manhã de verão. naqueles passinhos flutuantes que só eu posso ver. num vestido da cor que melhor combina com os teus cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não me lembro bem qual. mais vestido. menos vestido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-7368439060351258226?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/12/edward-munch-vou-lembrar-me-sempre-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sxb0Ky870FI/AAAAAAAAAtY/7q3oRd7NTxQ/s72-c/edvardmunchmadonna.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-7870882060340500580</guid><pubDate>Fri, 20 Nov 2009 00:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-20T03:17:45.922-08:00</atom:updated><title>Rapaz à Janela</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SwXfwm71NhI/AAAAAAAAAtI/LHiNKGaCFXU/s1600/Maggi+Hambling.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405972953906361874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 333px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SwXfwm71NhI/AAAAAAAAAtI/LHiNKGaCFXU/s400/Maggi+Hambling.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maggi Hambling&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;chegou a casa levemente alcoolizado, pendurou a mala da faculdade, e despiu o casaco escuro. sabia que andava a abusar do whisky de malte, mas em breve não faria diferença. a mãe veio ao seu encontro, e pousou-lhe um olhar piedoso, que só as mães podem fazer quando vêem um filho a caminho da destruição. talvez por saber que há fins que não podem ser evitados, nada disse. foi deitar-se, sabendo que aquela seria a noite do adeus final. um caudal de lágrimas escorria-lhe pelas faces doridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;também ele foi para o seu quarto. fumou uma ganza, masturbou-se a pensar na filha do padeiro, e abriu a janela. lá em baixo carros fugidios massacravam o asfalto, e pessoas cabisbaixas caminhavam para parte incerta. lá em cima as mesmas estrelas, onde alguns dizem estar escrito o destino de cada um. na improbabilidade de ser verdade amaldiçoou-as, e berrou-lhes todos os palavrões de que se lembrou. porque há memórias que são demasiado malvadas e cabronas para que a culpa não seja das estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas hoje, finalmente, seria um homem livre. não escolheu o primeiro dia da sua vida, mas seria sua a decisão do fim. sentou-se à janela, os pés para fora, e aspirou o ar da rua. compadeceu-se uma última vez por um amor que nunca pôde ser, e mandou foder as estrelas; seria o maior mergulho da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abriu os braços, ergueu o olhar para os céus, e voou rumo ao infinito numa derradeira gargalhada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-7870882060340500580?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/11/rapaz-janela.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SwXfwm71NhI/AAAAAAAAAtI/LHiNKGaCFXU/s72-c/Maggi+Hambling.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-2614485670377273742</guid><pubDate>Wed, 11 Nov 2009 22:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-11T16:19:53.157-08:00</atom:updated><title>O Pescador</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SvtA0MiTbBI/AAAAAAAAAs4/k049MGT5USU/s1600-h/fishermen.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402983443423521810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 318px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SvtA0MiTbBI/AAAAAAAAAs4/k049MGT5USU/s400/fishermen.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Pierre Puvis de Chavannes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;o homem que não é Jesus perdeu as cartas de marear, e agora não sabe por onde ir. busca a orientação do Sol, dos ventos e da bissectriz, mas não descobre um rumo. e a quem lhe pergunta porque não parte à aventura, apenas responde que não é Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o homem que não é Jesus perdeu um veleiro que para ele não era, e aguarda agora por um novo embarque. olha para a agitação das águas, ouve a rebentação das espumas salgadas, e apenas fita o horizonte aguardando o regresso de navios perdidos. e a quem lhe pergunta porque não se faz ao mar, apenas responde que não é Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o homem que não é Jesus perdeu a moral, e agora não sabe quem é. olha-se nos espelhos do mar e não se reconhece. ouve os fantasmas que ficaram em terra, e não reage. e a quem lhe pergunta como se chama, apenas responde: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;NÃO SOU JESUS!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-2614485670377273742?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/11/o-pescador.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SvtA0MiTbBI/AAAAAAAAAs4/k049MGT5USU/s72-c/fishermen.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-7799578249236611902</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2009 01:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-28T19:20:04.313-07:00</atom:updated><title>Os Comedores de Batatas</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sujrwemov7I/AAAAAAAAAsQ/-IYXz2Zhlts/s1600-h/batatas.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397823371484905394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 282px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sujrwemov7I/AAAAAAAAAsQ/-IYXz2Zhlts/s400/batatas.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff6600;"&gt;&lt;span&gt;Van Gogh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;no tempo em que todos nos sentávamos à mesa, eu ficava sempre ao lado dos manos, indiferente aos seus queixumes. o pai sentava-se à cabeceira, fitava o vazio e cofiava as barbas, enquanto a mãe servia o jantar nas suas mãos trémulas e ossudas. a avó dava as graças, e não deixava ninguém comer enquanto não terminasse. de vez em quando, sem que o soubesse, peidava-se entre orações, mas raramente alguém se ria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no tempo em que todos nos sentávamos à mesa, todos fingíamos não saber que a mãe fingia não saber que o pai fingia não saber que todos fingiam não saber que quando se levantasse iria para a mesa de outra mulher. a mãe fingia bem, tinha sempre um sorriso para nós, e poucas vezes vimo-la chorar nas noites em que o pai nos abandonava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no tempo em que todos nos sentávamos à mesa, o frio entrava pelas frestas de janelas gastas e portas envelhecidas, e gelava-nos os pés, as mãos, o peito. e era esse o frio que todos fingíamos sentir sempre que o pai se levantava da mesa, e a mãe ia lavar a louça. no tempo que todos nos sentávamos à mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje sou o único que se senta à mesa. os manos já não se gastam em queixumes, o pai já não cofia a barba, a mãe já não chora por dentro, e a avó já não se peida. e enquanto eu me lembrar do tempo em que todos nos sentávamos à mesa, a cadeira do pai estará para sempre fora desta mesa, de que se levantava nas noites em que nos abandonava.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-7799578249236611902?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/10/os-comedores-de-batatas.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sujrwemov7I/AAAAAAAAAsQ/-IYXz2Zhlts/s72-c/batatas.bmp' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-8279697251885441333</guid><pubDate>Sun, 18 Oct 2009 19:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-18T16:04:28.907-07:00</atom:updated><title>A Empregada</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SttuvPmqd6I/AAAAAAAAArg/eqpq6KuvVPk/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394026736627906466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 277px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SttuvPmqd6I/AAAAAAAAArg/eqpq6KuvVPk/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Louis Adolphe Tessier&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;Matilde sabia que aquele não era o pior emprego do mundo, com toda certeza. sobretudo se for tido em conta que há quem trabalhe nas minas, na estiva, e na proctologia. mas mesmo assim, servir à mesas não era mesmo para Matilde. todos os dias, todos, tinha que lidar com velhos chatos e semi-surdos, criancinhas exasperantes, e toda a sorte de idiotas arrivistas que destilavam de impaciência ao aguardar a sua vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas ninguém a incomodava tanto como o patrão Almeida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matilde costumava mal-dizer as belas curvas que Deus lhe deu sempre que o patrão Almeida se aproximava de si, e apalpava-lhe as coxas e o peito &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;transpirado com aqueles dedos gordos e peludos. então, de olhos no chão e fúria reprimida, tentava sorrir enquanto o patrão Almeida lhe comunicava que, esta noite, Matilde voltaria a ser sua mulher. e ela que parasse com essa história de fingir que não gosta, ou qualquer dia voltará é para a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matilde detestava aquele emprego mais o patrão Almeida, mas naturalmente, com toda a certeza, não seria o pior do mundo. ainda se lembrava bem da rua. e para lá, jamais voltaria&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-8279697251885441333?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/10/empregada.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SttuvPmqd6I/AAAAAAAAArg/eqpq6KuvVPk/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-804837646108686601</guid><pubDate>Mon, 21 Sep 2009 00:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-21T03:55:45.808-07:00</atom:updated><title>Jovem Britânica</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SrbITuW-b0I/AAAAAAAAAq4/fZd1A4aUpro/s1600-h/MA03657A.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383710645755473730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 319px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SrbITuW-b0I/AAAAAAAAAq4/fZd1A4aUpro/s400/MA03657A.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Paul Gauguin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;sabes lá a minha solidão. das tardes de domingo em que não tenho ninguém para visitar. das auto-deitanças abaixo que ninguém pode entender. sabes lá a minha solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dos poemas de merda que às vezes escrevo, e não mostro a ninguém. das horas lassas da minha solidão. das velhas fotografias dos que já se foram, e dos que não podem mais voltar. sabes lá a minha solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sabes lá a minha solidão. do ponto alto que já não há nos dias normais. do que sinto por ti e já não posso controlar. sabes lá a minha solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu afasto-me.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-804837646108686601?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/09/paul-gauguin-sabes-la-minha-solidao.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SrbITuW-b0I/AAAAAAAAAq4/fZd1A4aUpro/s72-c/MA03657A.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-3733441336849643838</guid><pubDate>Mon, 14 Sep 2009 21:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-14T14:51:48.411-07:00</atom:updated><title>Os Bêbados</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sq6x2lHh5KI/AAAAAAAAAqw/E_qbg2nvEDE/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381434155989066914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 305px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sq6x2lHh5KI/AAAAAAAAAqw/E_qbg2nvEDE/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span&gt;José Malhoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;dez anos passaram desde o fim da guerra civil, e os irmãos de armas continuavam a encontrar-se. sempre na mesma botica, no aniversário da capitulação dos exércitos do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dez anos passaram e os assuntos eram sempre os mesmos. o general Lee, a libertação dos pretos. o Lincoln e o Jefferson Davis. o Charlie que desertou, e o Jonny que morreu de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os irmãos de armas não admitiam, mas para nenhum deles a guerra tinha já terminado. uns sentiam ainda os odores da batalha, o frémito da morte iminente, e os tambores que anunciavam mais um dia de interminável marcha. outros lembravam-se ainda dos irmãos de armas que não tinham sobrevivido à guerra, dos amputados, dos destruídos, dos que chegaram jovens e partiram animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dez anos passaram, e os irmãos de armas não esqueceram os rostos dos que não sobreviveram. &lt;em&gt;não se pode esquecer o rosto de alguém que vimos morrer&lt;/em&gt;, costumava dizer o mais esperto. alguns ainda ensopavam os lençóis de suor e mijo, após o mesmo pesadelo dos dez anos que passaram. outros viam fardas azuis escuras manchadas de sangue e resquícios de pólvora, sempre que avistavam alguém a dormir. e outros... outros simplesmente não falavam disso, e fingiam que estava tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dez anos passaram, dez anos passaram. e os irmãos de armas continuavam a encontrar-se. na vã esperança de que a guerra os deixasse apenas ir. e esquecer o desejo secreto de encontrar aquela paz que abraçou os que não sobreviveram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-3733441336849643838?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/09/os-bebados.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sq6x2lHh5KI/AAAAAAAAAqw/E_qbg2nvEDE/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-1717174984258585897</guid><pubDate>Mon, 07 Sep 2009 23:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-08T13:38:24.774-07:00</atom:updated><title>Jaime I quando Criança</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SqWgGJEhC3I/AAAAAAAAAqg/0sLFWjJgfq0/s1600-h/rei.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378881357338446706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 245px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SqWgGJEhC3I/AAAAAAAAAqg/0sLFWjJgfq0/s400/rei.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt; Arnold Bronckorst&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;JAIME JAIME JAIME &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;as gentes que vieram da gleba e das cercanias de londres gritavam o seu nome. a coroação do jovem quase-rei estava por horas, e tudo o que a envolvia era festa, trompetes e orgulho bretão. o povo estava contente. jaime não suportava os populares, meu Deus mas que gente pavorosa, e aquele fedor que não se pode. mas gostava que o povo estivesse contente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;JAIME JAIME JAIME JAIME&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;fechou a janela, e os gritos do povo pareceram mais longínquos. desde sempre fora preparado para aquele momento, e não ia falhar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;JAIME JAIME JAIME JAIME&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;não podia falhar. fora para isto que nascera.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;JAIME JAIME JAIME JAIME &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;era chegado o momento. o duque de Buckingham batia à porta dos aposentos. tinha que ir. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;&lt;em&gt;JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;oxalá a mãe ainda fosse viva. o pai não fazia mal já ter morrido. nunca foram muito chegados, ele passava muito tempo com os bastardos e as concubinas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;foi com o duque à varanda real, e saudou as gentes que exultavam com a visão do novo rei e senhor. o povo estava contente. jaime gostava que o povo estivesse contente, mas nada tinha para lhe dizer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME JAIME&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;oxalá a mãe estivesse ali. nunca antes se sentira tão só.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-1717174984258585897?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/09/jaime-i-quando-crianca.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SqWgGJEhC3I/AAAAAAAAAqg/0sLFWjJgfq0/s72-c/rei.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-2745197113854671786</guid><pubDate>Wed, 12 Aug 2009 04:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-11T22:20:58.470-07:00</atom:updated><title>Dempsey and Freid</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SoJCC8dZPJI/AAAAAAAAAqI/gdmI-Z9k0RA/s1600-h/bellowsgeorgedempseyandhy5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368926324135640210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 326px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SoJCC8dZPJI/AAAAAAAAAqI/gdmI-Z9k0RA/s400/bellowsgeorgedempseyandhy5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span&gt;George Bellows&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;no último combate de Tony Tornado, madison square encheu-se de nova-iorquinos, ávidos e impacientes em assistir a uma luta feroz e impiedosa entre homens sem medo de morrer. diz quem lá esteve que foi uma justa de guerreiros lendários, uma bravata entre deuses furiosos, relampejantes, imortais, tão épica que só poderia ter um final de tragédia grega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o meu avô esteve lá. e contou que cada golpe ouvia-se como um trovão longínquo. não sei, não... ele sempre inventou um bocado. mas no resto acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que quando Tony Tornado tombou, madison square assistiu à queda de um gigante massacrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que quando Tony Tornado foi assistido, madison square foi apossada de um silêncio arrepiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que quando Tony Tornado foi coberto por um pano, madison square percebeu que afinal nem todos os deuses são imortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que quando Tony Tornado foi levado, em madison square todos os homens tiraram o chapéu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o meu avô esteve lá. no último combate de Tony Tornado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-2745197113854671786?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/08/dempsey-and-freid.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SoJCC8dZPJI/AAAAAAAAAqI/gdmI-Z9k0RA/s72-c/bellowsgeorgedempseyandhy5.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-8317296494099964432</guid><pubDate>Sat, 25 Jul 2009 01:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-24T19:25:28.913-07:00</atom:updated><title>O Ferrolho</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Smpg71bQPbI/AAAAAAAAApw/NP0QWFv5nCc/s1600-h/Fragonard_Le_Verrou_1778.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362204887407934898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 311px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Smpg71bQPbI/AAAAAAAAApw/NP0QWFv5nCc/s400/Fragonard_Le_Verrou_1778.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Jean-Honorè Fragonard&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;ainda te lembras do nosso fado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não te vás embora, meu querido. lá fora a noite é fria, os lobos uivam solitários, e os salteadores ainda não adormeceram. não te vás embora. cá dentro o nosso fado ainda existe, e ainda não conheces o meu corpo tão bem como o teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ainda te lembras do nosso fado? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Oiço apenas o silêncio&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Que ficou em teu lugar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;E ao menos ouves o vento&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;E ao menos ouves o mar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;não te vás embora, meu querido, não te vás embora. sei que manchei a tua alma de lágrimas, esterco, e sangue pisado. mas não te vás embora. porque se fores nunca mais serás o mesmo. mesmo sabendo que estarei aqui para sempre, à espera do teu regresso. eu sei que se fores será para sempre. não te vás embora, meu querido, não...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao menos levaste contigo o nosso fado de sempre. o nosso fado. para sempre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-8317296494099964432?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/07/o-ferrolho.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Smpg71bQPbI/AAAAAAAAApw/NP0QWFv5nCc/s72-c/Fragonard_Le_Verrou_1778.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-91863863502603464</guid><pubDate>Thu, 09 Jul 2009 00:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-08T18:51:56.467-07:00</atom:updated><title>Homem a escrever uma Carta</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SlVArJXU-lI/AAAAAAAAApo/Xk75qGbsd6E/s1600-h/Quadro.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356258441819388498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 303px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SlVArJXU-lI/AAAAAAAAApo/Xk75qGbsd6E/s400/Quadro.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Gabriel Metsu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;&lt;em&gt;Zorana Filipovic&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;claro que nunca me esqueci de ti, Zorana, claro que não. nem dos teus aniversários, que todos os anos finjo ignorar, nem quando me falam de ti e finjo que não sei quem és.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"aaaaah sim... a rapariga que tocava violino... era bonita, era..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;infelizmente, lá vai calhando, continuo a ver coisas bonitas por onde passo, e então lembro-me de ti. e então lembro-me dos cabelos negros. e então lembro-me de toda essa classe e distinção por onde nunca me pude aventurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e então o céu escurece. começa a chover água agridoce. fico outra vez cheio de frio. o peito prestes a rebentar não sei do quê. mas sei que não é de saudades. e vou para casa, o sítio onde penduro a boina. de olhos presos à calçada. a lembrar-me de ti no Rossio. ninguém desce o Rossio como tu, Zorana. ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sabes, quando sonho contigo, pelo menos nos sonhos em que apareces vestida, vejo-te de costas e cabelos negros num vestido de musselina. e nunca te viras para mim, claro que nunca te viras para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu confesso, Zorana, que não sei o que é musselina, mas pareceu-me bem falar de musselina. de certeza que a musselina fica-te muito bem, seja isso o que for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;claro que nunca te viras para mim, Zorana, claro que não. ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assim não verás nunca como nunca pude deixar de esperar por ti.&lt;br /&gt;assim não verás nunca como ainda estou sempre cheio de frio.&lt;br /&gt;assim não verás nunca que nunca deixei de ser o fantasma que só tu sabes que existe.&lt;br /&gt;assim não verás nunca que a musselina não me ficaria nada bem. seja isso o que for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não, a musselina não é mesmo para mim. infelizmente, zorana, infelizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;adeus zorana, até à vista. encontramo-nos por aí, quando te voltar a ver de costas, cabelos negros e musselina no Rossio. e nunca te vires para trás, porque eu estarei lá para te dizer como és dolorosamente linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(assinatura reconhecida por notário)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-91863863502603464?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/07/homem-escrever-uma-carta.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SlVArJXU-lI/AAAAAAAAApo/Xk75qGbsd6E/s72-c/Quadro.bmp' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-6655402771211170787</guid><pubDate>Mon, 15 Jun 2009 01:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-17T06:04:44.951-07:00</atom:updated><title>A Refeição do Cego</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SjWlDb83-WI/AAAAAAAAApY/rlL9XWwh8pI/s1600-h/picasso.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 398px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347361611033606498" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SjWlDb83-WI/AAAAAAAAApY/rlL9XWwh8pI/s400/picasso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Pablo Picasso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;III &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;em&gt;lembras-te do que aconteceu ao Jonny?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;era obviamente uma pergunta retórica. toda a gente lá do do bairro sabia que o Jonny morreu de amor. mesmo assim respondi, claro que me lembro do Jonny. só. atormentado. cheio de cicatrizes por dentro. o típico miserável que ninguém percebe, mas que todos sabem que fim terá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;pois. no dia em que o Jonny morreu de amor só ouvi passos, sinos e persianas a fechar. houve um silêncio humano por todo o bairro que me desorientou, enquanto os sinos não pararam. nunca antes me havia sentido tão cego.&lt;br /&gt;mas o que me mais me desolou foi ter percebido que toda a gente do bairro sabia que Jonny acabaria por morrer de amor. e ninguém fez nada. toda a gente sabia. e ninguém fez nada. não sei se estás a ver, moço.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;não, não estava. ele tinha razão, toda a gente sabia que o Jonny não poderia acabar de outra maneira. mas não estava mesmo a ver onde queria chegar com aquilo. o Cego já me estava a foder. então, brusco, levantei-me para bazar, aquela conversa não era mesmo para mim. muito mais rápido do que eu, o cego segurou-me no braço e sussurrou-me num tom sinistro e sibilante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;em&gt;fica a saber que o Jonny também almoçava comigo todos os dias. dantes era ele quem ocupava essa cadeira. e foste tu quem herdou a Refeição do Cego e o fim a que ela condena. acabarás como o Jonny. não queiras entender isto. compreenderás quando chegar a tua hora. então perceberás como seria diferente se alguém se tivesse preocupado. agora vai. o Jonny morreu de amor. não foi o primeiro, e tu serás o próximo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;finalmente soltou-me e deixou-me ir. nunca mais vi o Cego, mas só porque não vivi muito mais tempo. quando chegou a minha vez, os sinos do campanário ecoaram novamente por todo o bairro... será que o Jonny também os ouviu?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-6655402771211170787?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/06/refeicao-do-cego_14.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SjWlDb83-WI/AAAAAAAAApY/rlL9XWwh8pI/s72-c/picasso.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-2380250182303082199</guid><pubDate>Sun, 07 Jun 2009 17:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-11T09:26:31.620-07:00</atom:updated><title>A Refeição do Cego</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Siv08T1r75I/AAAAAAAAApE/UkBxgQU6o50/s1600-h/Picasso.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344634699760005010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 398px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Siv08T1r75I/AAAAAAAAApE/UkBxgQU6o50/s400/Picasso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff6600;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Pablo Picasso&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;II &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;começava a tornar-se um hábito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu era sempre o primeiro a chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;passados instantes, o tac-tac longínquo de uma bengala aproximava-se de mim, trazendo consigo o Cego.então sentava-se em silêncio, e desbravava o pão. acabávamos sempre por falar de alguma coisa. acho que o Cego gostava de mim precisamente por eu não gostar dele. comigo não se sentia alvo de pensamentos piedosos ou compaixão, nem nada que o fizesse recordar que todos vêem e ele não. a minha insensibilidade fazia-o sentir-se um igual, e não um escaparate dos compadecidos..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de todas as pessoas que iam lá comer, ele era o único que eu suportava. as gentes da sopa dos pobres cheiravam mal, tinham um aspecto sujo e arruinado, e nunca tive muita paciência para os oprimidos. mas o isolamento do Cego casava bem com a minha solidão. pelo menos até que me falou do Jonny.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-2380250182303082199?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/06/refeicao-do-cego_07.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Siv08T1r75I/AAAAAAAAApE/UkBxgQU6o50/s72-c/Picasso.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-7439981480893555382</guid><pubDate>Thu, 04 Jun 2009 13:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-04T08:19:01.565-07:00</atom:updated><title>A Refeição do Cego</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SifSRyxYpMI/AAAAAAAAAos/6hG0SDx1ebk/s1600-h/picasso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343470686026900674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 398px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SifSRyxYpMI/AAAAAAAAAos/6hG0SDx1ebk/s400/picasso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Pablo Picasso &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff33;"&gt;isto aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por vezes almoçava com ele, lá na sopa dos pobres. nessa altura eu não trabalhava, mas só porque não me apetecia. ele mendigava onde pudesse. até tinhamos algumas coisas em comum, pelo menos pertencíamos à face negra da sociedade. dois renegados, um por condição, outro por vocação. quando lhe perguntei o nome, disse-me apenas que o tratasse por Cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;tudo bem,&lt;/em&gt; respondi&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;é fácil de decorar. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Cego era cego desde que nasceu. mesmo assim apercebia-se bem do que se passava à sua volta. sentia quando alguém estava feliz ou condoído. ele reconhecia as pessoas pelo cheiro e pelos passos, e percebia sempre a compaixão distante de quem fitava os seus olhos sem vida. ele não se importava que sentissem pena dele. já estava habituado. só não suportava ouvir os diminutivos que eram sussurrados à sua passagem insegura, vagarosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;coitadinhooooooooooooo, &lt;/em&gt;diziam eles.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;pobrezinhoooooooooooo, &lt;/em&gt;diziam elas.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;não me aborreçam, eu sou só cego!,&lt;/em&gt; não dizia ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é difícil não admirar estes gajos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-7439981480893555382?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/06/refeicao-do-cego.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SifSRyxYpMI/AAAAAAAAAos/6hG0SDx1ebk/s72-c/picasso.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-8351137135138499686</guid><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-28T02:04:01.258-07:00</atom:updated><title>A Morte de Marat</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sh2AAydSofI/AAAAAAAAAok/Mn24kbjZpJc/s1600-h/baudry_corday.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340565484164260338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 297px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sh2AAydSofI/AAAAAAAAAok/Mn24kbjZpJc/s400/baudry_corday.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Paul Baudry &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;-&lt;span&gt;JONNY MORREU DE AMOR! &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;- O JONNY MORREU DE AMOR!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;- SABIAM QUE O JONNY MORREU DE AMOR?!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;os putos lá do bairro foram os primeiros a saber, e espalharam a má notícia por todas as ruas. e assim se soube que o jonny morreu de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então os sinos do campanário dobraram pelo jonny, as lojas fecharam, e o pessoal foi à igreja, seguindo o rastro dolente de uma mãe chorosa. até o homem do talho apareceu no funeral. eles nunca se gramaram, nunca soube porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lá no bairro ninguém ficou surpreso, e é difícil chorar muito por uma morte anunciada. há já bastante tempo que se sabia que o jonny acabaria morto de amor, ou então escravo da bebedeira. o jonny nunca soubera viver, saltava sempre de erro para erro, sempre metido em sarilhos. e no amor era ainda pior.... o rapaz não tinha jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o pessoal do bairro tem memória curta, e brevemente o jonny será esquecido. talvez venha a ser lembrado quando nos cafés e cabeleireiros se falar daquela terrível geração dos anos oitenta, de putos chalados que espalhavam o caos pela vizinhança. até que um dia tiveram mesmo que crescer. quando se falar deles, já estou mesmo a ver o paleio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Grizas casou e bazou para outro país.&lt;br /&gt;o Chico está preso, sai no próximo ano.&lt;br /&gt;o Maurício trabalha no obral, instala canos.&lt;br /&gt;o Renato Postiço deu-se bem, está a gerir um banco. tem cá um carrão...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o Jonny morreu de amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-8351137135138499686?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/05/morte-de-marat.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sh2AAydSofI/AAAAAAAAAok/Mn24kbjZpJc/s72-c/baudry_corday.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-4852176668106485396</guid><pubDate>Tue, 19 May 2009 23:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-19T17:44:01.292-07:00</atom:updated><title>O Pianista</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/ShNFt-JrziI/AAAAAAAAAoc/je2ObGRImtw/s1600-h/Elisa+Ransonnet.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337686639444217378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/ShNFt-JrziI/AAAAAAAAAoc/je2ObGRImtw/s400/Elisa+Ransonnet.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Elisa Ransonnet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;hoje ele era mais espeluncas, mas nem sempre foi assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na sua juventude, quando as suas mãos não tremiam durante os staccatos, habituou-se aos palcos mais imponentes e às mais garbosas plateias. correu todos os teatros da nata social, todos os coliseus e salões nobres, e uma vez chegou mesmo a tocar para o rei de espanha. tratava-se de um monarca estúpido e de fácil deleite, que só se interessava por caça. mas foi quase uma honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois as suas mãos começaram a tremer durante os staccatos, e perdeu o dom que o fizera sonhar com a fama e a ribalta. então foram-se os palcos imponentes de garbosas plateias, e vieram os cabarets de indigentes, bêbados abraçadiços e putas peçonhentas. almas de poucas letras que não percebiam que as suas mãos tremiam nos staccatos, e que já não podia tocar para gente mais polida. nem mesmo para o rei de espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje ele era mais espeluncas, e seria sempre assim.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-4852176668106485396?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/05/o-pianista.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/ShNFt-JrziI/AAAAAAAAAoc/je2ObGRImtw/s72-c/Elisa+Ransonnet.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-8149603204997186408</guid><pubDate>Thu, 07 May 2009 22:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-07T15:59:17.451-07:00</atom:updated><title>Rapariga a Tocar Violino</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SgNdHK7mZZI/AAAAAAAAAoU/LJTZQ_ZdUn8/s1600-h/3055536115_e762f0b9bd.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333208761511601554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 299px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SgNdHK7mZZI/AAAAAAAAAoU/LJTZQ_ZdUn8/s400/3055536115_e762f0b9bd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Tim Hyde&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;chamava-se zorana filipovic, e vinha de um daqueles países de nome impronunciável. que só se sabe que existem por causa de alguns aventureiros, e do national geographic. ela dizia-me que era a única violinista do seu país. não acreditei. mas lá que era de todas a mais adorável... ah zorana... se me tivesses deixado entrar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;zorana não era muito bonita, mas não fazia mal. tinha qualquer coisa que nem camões poderia descrever. os gestos, o olhar, a respiração, e sobretudo o arquear de sobrancelhas quando alguém dizia uma baforada. uma vez disse-lhe que para mim tinha havido um concílio de deuses só para fazer os seus cabelos, mas não me deu importância. apenas arqueou as sobrancelhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;na última vez em que vi zorana filipovic, disse-lhe que seria a última vez em que a veria. mal eu sabia que continuaria a vê-la por dentro de mim, sempre que pensasse numa coisa bonita. não poderia ter sido diferente, ou não seria zorana filipovic.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;lamentavelmente nunca chegou a saber o meu nome. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-8149603204997186408?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/05/rapariga-tocar-violino.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SgNdHK7mZZI/AAAAAAAAAoU/LJTZQ_ZdUn8/s72-c/3055536115_e762f0b9bd.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-1134625710919897390</guid><pubDate>Mon, 04 May 2009 00:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-03T17:53:11.066-07:00</atom:updated><title>Mada Primavesi</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sf41tl8ONEI/AAAAAAAAAoM/Rl76QWvhpnc/s1600-h/mada+primavesi.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331758066248332354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sf41tl8ONEI/AAAAAAAAAoM/Rl76QWvhpnc/s400/mada+primavesi.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span&gt;Gustave Klimt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;é quando os dias começam a ficar maiores que mais sinto a tua falta. e da rua augusta. e do mar de setembro. e daquelas tardes frias. se tu soubesses...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e no entanto os violinos ainda soam ao longe, de muito longe. de um desses campos de morangos que poucos sabem onde ficam. se eu soubesse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se nós soubéssemos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-1134625710919897390?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/05/mada-primavesi.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sf41tl8ONEI/AAAAAAAAAoM/Rl76QWvhpnc/s72-c/mada+primavesi.bmp' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-7908184527553583708</guid><pubDate>Wed, 22 Apr 2009 14:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-22T07:56:00.166-07:00</atom:updated><title>Rapaz de Colete Vermelho</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Se8n4CLaA6I/AAAAAAAAAoE/ggrATydlJKw/s1600-h/C%C3%A9zanne,+Boy,+Red+Waistcoat+1890-5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327520727813456802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Se8n4CLaA6I/AAAAAAAAAoE/ggrATydlJKw/s400/C%25C3%25A9zanne,%2BBoy,%2BRed%2BWaistcoat%2B1890-5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Paul Cezanne&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;chegou a casa, pousou a pasta com o tinteiro e a ardósia, e foi para o quarto. a mãe, que tentava acender o fogão a lenha, estranhou o seu silêncio. desde sempre ele chegava frenético e contava-lhe as suas pequenas glórias desse dia. os elogios do mestre-escola. as brincadeiras aos xerifes e comanches em que entrara. mas hoje não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;não havia nenhuma razão para tanto distanciamento. não estava apaixonado. não era da idade. não lhe roubaram o lanche. simplesmente, hoje não. apenas isso. amanhã seria outro dia. mas hoje... hoje não. nenhuma moral, significado, ou conclusão. rimou&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-7908184527553583708?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/04/rapaz-de-colete-vermelho.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Se8n4CLaA6I/AAAAAAAAAoE/ggrATydlJKw/s72-c/C%25C3%25A9zanne,%2BBoy,%2BRed%2BWaistcoat%2B1890-5.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-5510896947360614333</guid><pubDate>Thu, 09 Apr 2009 22:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-10T11:15:46.894-07:00</atom:updated><title>O Baloiço</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sd575YTeycI/AAAAAAAAAns/WUF5r7hW3iU/s1600-h/Fragonard,_The_Swing.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322828035305425346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 312px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sd575YTeycI/AAAAAAAAAns/WUF5r7hW3iU/s400/Fragonard,_The_Swing.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span&gt;Jean-Honore Fragonard&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;por acaso havia sempre um baloiço. podia ser em qualquer lugar, na selva, no topo de uma montanha austríaca, nos jardins suspensos do louvre... mas por acaso havia sempre um baloiço. sempre as mesmas sensações. a liberdade do sobe e desce. o vento que lhe assoprava nos pés, na cara, nas coxas. os gracejos insinuantes dos belos cortesãos que a empurravam, entre um sorriso e um madrigal. por acaso havia sempre um baloiço. era normal sonhar assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tão normal que sabia que sonhava. e que em breve o besouro a acordaria para o mundo real. onde a esperava um homem para quem se abria à noite, mas que não poderia nunca ser um dos cortesãos. onde a esperava um emprego de merda. onde a esperava o tédio aconchegado de quem já nem se importa de ser pouco feliz. mas por acaso havia sempre um baloiço. sempre. um baloiço. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-5510896947360614333?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/04/o-baloico.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/Sd575YTeycI/AAAAAAAAAns/WUF5r7hW3iU/s72-c/Fragonard,_The_Swing.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-3921327810424344536</guid><pubDate>Thu, 26 Mar 2009 19:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-26T15:43:22.101-07:00</atom:updated><title>Terceira Classe</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/ScwChgfJQXI/AAAAAAAAAnQ/rHhB9JsQZZI/s1600-h/abc_daumier68.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317628034697216370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 294px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/ScwChgfJQXI/AAAAAAAAAnQ/rHhB9JsQZZI/s400/abc_daumier68.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;color:#ff6600;"&gt;Honoré Daumier&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;color:#ffff00;"&gt;a última carruagem do comboio era a mais pequena, e a mais ocupada. numa viagem, um poeta falhado chamou à última carruagem o vagão dos simples. das criadas. dos camponeses. dos analfabetos. dos renegados. dos salafrários. do calor molhado que a todos consome em ardor e transpiração. ali ninguém falava de sonhos nem de ambições. então cantavam. cantavam aquelas canções que sobrevivem ao fim das gerações, e que os engomadinhos tanto desdenham. enquanto isso, uma mãe solteira soprava em vão o rosto do filho. que sem perceber porque lhe ardia o corpo e a respiração, chorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de vez em quando o revisor ia à última carruagem, e num berro ordenava aos seus ocupantes que parassem de cantar. era só o que faltava, que incomodassem os passageiros que viajavam nos arejados vagões das pessoas-bem. não fazia mal. eles já estavam habituados. as coisas eram mesmo assim na última carruagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-3921327810424344536?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2009/03/terceira-classe.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/ScwChgfJQXI/AAAAAAAAAnQ/rHhB9JsQZZI/s72-c/abc_daumier68.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-1629932096404848562</guid><pubDate>Mon, 20 Oct 2008 16:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-20T10:17:32.424-07:00</atom:updated><title>Claude Monet lendo um Jornal</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SPyzptj7vcI/AAAAAAAAAbw/0LM7PxrEbVc/s1600-h/Claude_Monet_Reading_a_Newspaper.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259275994048216514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SPyzptj7vcI/AAAAAAAAAbw/0LM7PxrEbVc/s400/Claude_Monet_Reading_a_Newspaper.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff6600;"&gt;Pierre Auguste Renoir&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;o homem que fumava cachimbo lia sempre o mesmo jornal. todos os dias. o mesmo jornal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;as pessoas perguntavam-lhe porque o fazia, no tom discreto e piedoso com que é costume falar-se dos anormais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;mas o homem que fumava cachimbo era de poucas falas, e nunca lhes respondia. parece-me que não gostava muito de pessoas, pelo menos daquelas que viviam o habitualmente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;uma vez o homem que fumava cachimbo disse-me que era pintor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;de casas?,&lt;/em&gt; perguntei. nesse tempo eu era jovem, e também um pouco imbecil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;não. de momentos. pinto momentos. momentos marcantes, ou simplesmente banais. como este, em que estou a ler este jornal pela enésima vez. quem sabe se não daria uma tela imortal?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;eu tinha muita pena do homem que fumava cachimbo, e fingia acreditar sempre nas suas histórias. e então ficava a ouvi-lo. lembro-me de que ele falava bem. talvez dentro de si houvesse algo de especial, talvez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;um dia o homem que fumava cachimbo deixou de aparecer. nunca mais ninguém ouviu falar dele, nem do jornal de páginas amarelecidas, nem do cachimbo sempre aceso. ainda hoje não percebo porque acreditaria ele que os momentos podem ser pintados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff00;"&gt;como aquele em que lia o jornal o homem que fumava cachimbo.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-1629932096404848562?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2008/10/claude-monet-lendo-um-jornal.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SPyzptj7vcI/AAAAAAAAAbw/0LM7PxrEbVc/s72-c/Claude_Monet_Reading_a_Newspaper.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-3115165230320787941</guid><pubDate>Tue, 23 Sep 2008 13:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-23T08:46:48.623-07:00</atom:updated><title>Duas Mulheres do Tahiti</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SNjyHIVHH2I/AAAAAAAAAbo/mkVw5ekeNwU/s1600-h/456px-Paul_Gauguin_-_Deux_Tahitiennes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249211570009349986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SNjyHIVHH2I/AAAAAAAAAbo/mkVw5ekeNwU/s400/456px-Paul_Gauguin_-_Deux_Tahitiennes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff6600;"&gt;Paul Gauguin &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;color:#ffff00;"&gt;quando o nosso capitão disse aos marinheiros que regressaríamos a Portugal no fim da época das monções, ninguém quis acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;voltar à nossa terra?! mas nós estamos no paraíso!!&lt;/em&gt; - praguejou o gajeiro, irado. era um jovem fechado e analfabeto, mas que sem o saber tinha uma veia de poeta. ele costumava dizer que aquela ilha povoada de ninfas amorenadas e onde o frio não pode entrar, era uma amostra terrena do paraíso. aquele com que o capelão tentava dissuadir-nos das noites regadas a rum, fogueira e orgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;sim, voltar à nossa terra. el-rei chama-nos. virão outros.&lt;/em&gt; - disse ainda o capitão. virão outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e assim fomos. quando a monção terminou, armámos as velas e lançámo-nos ao mar. enquanto a ilha desaparecia-nos da vista e do encantamento, lembrei-me da última vez em que vi aquela nativa. aquele dia teria que chegar, as coisas são mesmo assim quando nos apaixonamos por alguém de um mundo diferente. ela sabe que não a esquecerei, e isso terá que chegar para uma vida inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;oxalá o tal paraíso do capelão exista mesmo, e assim talvez nos possamos reencontrar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-3115165230320787941?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2008/09/duas-mulheres-do-tahiti.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SNjyHIVHH2I/AAAAAAAAAbo/mkVw5ekeNwU/s72-c/456px-Paul_Gauguin_-_Deux_Tahitiennes.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-8156024169360202919</guid><pubDate>Thu, 28 Aug 2008 01:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-27T19:31:19.149-07:00</atom:updated><title>Jovens ao Piano</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SLYAX2jNEGI/AAAAAAAAAa8/PoXwMtyU-H8/s1600-h/renoir.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239375626272313442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SLYAX2jNEGI/AAAAAAAAAa8/PoXwMtyU-H8/s400/renoir.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pierre Auguste Renoir&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;eram as filhas do meu senhor. costumava ouvi-las das águas furtadas onde vivia, nas horas vazias das minhas funções de mordomo ignorado. não tinham muito talento, mas como qualquer menina educada na nata da sociedade, sabiam tocar piano, falavam cortês e ignoravam por completo os assuntos dos homens. nisso eram muito boas. pelo menos aos olhos do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas um dia cresceram e preferiram a vida airada ao espartilho e à castidade. a loira foi a mãe do meu primeiro filho ilegítimo. não sei o que será feito dela. dizem que foi para Génova com um mercador sexagenário, e que não pensa voltar. quero acreditar que isso é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a morena... bem, a morena vi-a numa noite de bebedeira, num desses cabarets de Madame Paris. não escondeu o embaraço quando me viu. só custam os primeiros homens, disse ela antes de desaparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao menos escolheram por elas o mau caminho, e disso eu não me posso orgulhar. para mim serão sempre as filhas do meu senhor. aquelas que de laçarote no cabelo e passinhos miudinhos enchiam de vida e alegria aquela casa, com gargalhadas histéricas e agitadas, entre o piano e o jardim. como quem dava os primeiros passos rumo a um futuro que era brilhante.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-8156024169360202919?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2008/08/jovens-ao-piano.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6wwYAHGy4h0/SLYAX2jNEGI/AAAAAAAAAa8/PoXwMtyU-H8/s72-c/renoir.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5961218969662803806.post-8033944822319087522</guid><pubDate>Sun, 03 Aug 2008 00:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-03T18:55:37.629-07:00</atom:updated><title>A Leitura</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6wwYAHGy4h0/SJUBj5GWBNI/AAAAAAAAAac/xlWnL7g5luE/s1600-h/741px-Edouard_Manet_005.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230088258395178194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6wwYAHGy4h0/SJUBj5GWBNI/AAAAAAAAAac/xlWnL7g5luE/s400/741px-Edouard_Manet_005.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Èdouard Manet&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;"américa? vais para a américa?! mas porquê? esta podia ser a altura certa..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nunca mais esqueci estas palavras. ela não chegou a perceber como é que eu sou. não percebeu nada. que a pequenez do meu país é a minha lusofobia. que a explosão dos meus afectos é a minha solidão. que as palavras piedosas num romance que não pode ser, são a minha impotência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"sim. vou para a américa. para a américa. vou pelo sonho, pelo distante, pela aventura. amanhã estarei na américa. e se até ao meu regresso não sentires a minha falta, saberemos que não haverá nunca uma altura certa."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela não percebeu nada. bastaria uma só palavra, mas não percebeu mesmo nada. ah, que se foda, já só quero sobreviver. américa!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961218969662803806-8033944822319087522?l=futeismadrigais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://futeismadrigais.blogspot.com/2008/08/leitura.html</link><author>noreply@blogger.com (Dados Viciados)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6wwYAHGy4h0/SJUBj5GWBNI/AAAAAAAAAac/xlWnL7g5luE/s72-c/741px-Edouard_Manet_005.jpg' height='72' width='72'/></item></channel></rss>