quarta-feira, 28 de março de 2012

Os Fúteis Madrigais na imprensa

Até agora já dei as seguintes entrevistas. Ena.



Neste seu primeiro livro, Fúteis Madrigais, estão reunidas 94 micronarrativas tocando os mais variados temas, personagens, tempos e lugares. Há algo a unir estes “madrigais”, além do seu autor?O que une estes madrigais é somente o surrealismo que é comum a todas as histórias. Tive sempre a esmerada preocupação em pôr de parte a racionalidade, e deixar que as emoções primárias, ou simplesmente ideias esquisitas, fossem primordiais na escrita destes contos. No fundo são histórias sobre nada, no seu substrato. Apenas surreais.

O que mais o desafia neste registo da microficção? 
O mais difícil foi mesmo não entrar no universo daquele que, na minha opinião, foi o grande mestre do surrealismo literário em Portugal. Daquele que foi sempre a minha referência desde que me conheço como leitor compulsivo e aspirante a escritor. Neste sentido posso dizer que tive muito trabalho para não plagiar o Mário-Henrique Leiria. Tenho a certeza de que os Fúteis Madrigais jamais veriam a luz do dia se, na adolescência, não tivesse descoberto o surrealismo literário pela pluma deste génio. Se ainda fosse vivo oferecia-lhe um livro, isso de certeza absoluta.

Em alguma destas histórias sentiu vontade de ir mais longe, evoluindo para um conto ou uma ficção de maior fôlego?
Não, nunca. A essência deste livro é que muito seja lido em poucas palavras, e num só fôlego, como se espera de quaisquer fúteis madrigais. Todas estas histórias começam de rompante e terminam poucas linhas abaixo, quase tão depressa como começaram.

Dá a este livro o subtítulo de “Devaneios do whisky duplo”. Assume-se, de facto, como um escritor noturno?
Sim, sempre, escrevo sempre à noite. Só a noite me pode inspirar, jamais o cheiro a torradas ao pequeno-almoço. No entanto, evito o estereótipo de escritor que só consegue criar sob o efeito de uma enorme bebedeira, até porque é raro isso acontecer. Não as bebedeiras, naturalmente, mas a escrita sob efeito do whisky duplo.



Uma manhã na Rádio com Jaime Carvalho.

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