quando o jovem e noviço inspector viu o corpo sem vida de Jean-Paul Marat, sentiu que não nascera para aquilo. o semblante de abandono... a ferida que sangra.... a exalação agridoce da morte. ali jazia a mais inflamada das vozes de toda uma geração revoltada. o despojo sangrento de um assassino eternamente a monte. indiferente. porque este foi o dia em Jean-Paul Marat morreu.
no bilhete, um adeus sentido e apressado nos últimos suspiros: por quem mais desesperei, sei que havemos de nos reencontrar. até lá estarei contigo sempre que chores por mim. até um dia destes, e nunca abras o coração a quem não te souber ler.
